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Igor R., Bacharel em Direito
Igor R.
Comentário · há 4 anos
A desonestidade intelectual e o rancor pautam esta entrevista. Seja do entrevistado, seja do entrevistador.

Quando Alexandre de Moraes fala em “ato de guerrilha”, ele se refere às manifestações que fecharam ruas e estradas com fogo nos pneus, com claro intuito de prejudicar a vida dos cidadãos em geral. A entrevista, além de omitir propositalmente este fato, leva a declaração a um patamar que não foi abordado pelo Ministro da Justiça.

A parte da restrição das “garantias e os direitos dos cidadãos” é total invencionice do entrevistado. Ele diz isto só para criar uma factóide, sem, obviamente, provar!

A redução do Estado com a extinção de ministérios é algo mais do que certo de se fazer. “Setores ligados às minorias” e “ligados aos direitos” que nada mais fizeram do que privilegiar – inclusive financeiramente – os partidários do governo não demonstrou nenhuma importância à nação! Além do mais, sendo pastas, estarão com suas estruturas mais enxutas, menos burocráticas e mais objetivas. A diferença é que a cabide de empregos diminui absurdamente...

Ademais, beira ao absurdo questionar a atuação profissional de Alexandre de Moraes. Quer dizer, um advogado atuar na defesa criminal de clientes lhe obsta tomar a direção de cargos públicos? Alguém questionou isto quando Márcio Thomas Bastos ou José Eduardo Cardozo tomaram posse? É até estranho o entrevistado ter falado sobre o Ministro já ter sido advogado de defesa de Eduardo Cunha, enquanto não deu um pio com Cardozo na AGU atuando de maneira irregular (fora das atribuições institucionais) na defesa pessoal da presidente afastada Dilma.

A OAB deveria repudiar publicamente esta entrevista! Uma afronta à advocacia...

Para finalizar, o rancor: desmerecer Alexandre de Morares como professor. Quem fala isto? Um quase anônimo no meio jurídico! Um jurista que quase ninguém conhece. Autor de livros sem nenhum grande fator de impacto no meio jurídico. Alexandre de Moraes é fraco em seus livros? Até é, uma grande compilação resumida! Mas é muito mais aceito e conhecido no meio jurídico brasileiro que Marcelo Neves. Acho que nem Lênio Streck e sua arrogância ímpar cometeriam tamanha deselegância rancorosa e leviana como o entrevistado cometeu.

Esta entrevista é uma demonstração clara de como a Carta Capital está pior que a Veja no quesito manipulação e distorção. Tudo o que se acusa na “grande mídia” a Carta Capital faz – e de maneira pior! É o mesmo modus operandi sujo de mídias com interesses ocultos e partidários. Só que sendo pró-PT, ganha uns aplausos...

Abraços!
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Rodrigo Fiori

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